Uma pesquisa com resultados interessantes.
Publicado em 18/05/2010 por Camila Cury em Opiniões interessantes
Certa vez uma psicóloga social perspicaz e culta, mas embriagada de arrogância, fazia uma pesquisa sobre os fenômenos psíquicos que motivam os seres humanos a executarem tarefas rotineiras, enfadonhas, tediosas. Antes de iniciar a pesquisa, achava que diversas pessoas eram marionetes do sistema social, possuíam uma reduzida capacidade de reflexão sobre os ditames da vida e por isso eram controladas por atividades repetitivas. Considerava que gastavam tempo demais com coisas irrelevantes diante de uma existência tão breve. “Vivem porque estão vivas, não mergulham dentro de si, não questionam a si mesmas”, pensava ela.
Durante a pesquisa, fazia perguntas aos entrevistados e tomava nota de todas as respostas, sublinhando as idéias mais profundas e expressadas com maior vibração. Encontrou algumas pessoas que não se interiorizavam, mas surpreendeu-se com outras.
Perguntou com veemência a um cientista que pesquisava partículas subatômicas: “O que o estimulou a trabalhar durante trinta anos nesse ambiente fechado? Você não se aborrece com a rotina? A repetição não o perturba?”
O laboratório parecia um claustro, uma sofisticada prisão. Mas a resposta do cientista abalou suas convicções. Ele percebeu a provocação que havia na pergunta e, fitando-a nos olhos, disse, de forma apaixonada: “O ambiente em que trabalho é aparentemente fechado e asfixiante, tudo parece controlado, mas aqui há espaços que nunca foram penetrados e estradas nunca percorridas. Sou um peregrino que tenta desvendar o invisível para entender o visível. Somente entendendo o infinitamente pequeno podemos compreender o demasiado grande. Mas infelizmente muitos só enxergam com os olhos.”
A psicóloga calou-se, entendendo o recado. Não via o essencial. Percebeu que tinha de enxergar além das imagens que incidiam em sua retina.
Muitas pessoas hoje destroem sua capacidade de se encantar com a vida. Não poucos intelectuais acumulam títulos acadêmicos, mas deixam de ser produtivos. Inúmeros executivos contaminam-se com o poder e se tornam estéreis. Educadores se deixam inebriar com a posição de mestres e perdem a capacidade de aprender como pequenos alunos. Na verdade, é nas pequenas coisas que conseguimos a real satisfação e o pleno sentimento de paz e felicidade!
(extraído do livro A Sabedoria Nossa de Cada Dia, Augusto Cury)
Anilce Catraio
14/06/2010
Podemos tornar grande o nosso mundo, se vermos além do que é visto para mim o ciêtista tem razão podemos estar fechados em um lugar pequeno mas a nossa mente pode ir mais além, em caminhos desconhecidos lugares inimaginaveis, o que nos falta ainda é saber explorar.
Vera Lúcia Andrade
01/06/2010
Ver além é ver com profundidade, é se colocar no lugar do outro é saber encontrar flores entre os espinhos, encontrar a lágrima escondida , encontrar a fé onde haja esperança encontrar o amor por trás das aparências.
Ver além é como diz o Dr.Cury é saber que pertencemos a uma espécie maravilhosa onde todos devem se amar e respeitar.Beijos.