O que (quase) ninguém vê – REVISTA EDUCAÇÃO – EDIÇÃO 158
Publicado em 21/06/2010 por Camila Cury em Nossa preocupação
Pesquisa aponta que os maus tratos entre alunos são recorrentes no cotidiano escolar; vítimas não buscam ajuda após a agressão
Lucie Ferreira
Um levantamento inédito sobre a violência no ambiente escolar brasileiro apontou, em abril deste ano, que 70% dos alunos entrevistados já haviam presenciado, pelo menos uma vez, maus tratos a colegas na sala de aula. Aqueles que informaram ter visto colegas serem maltratados várias vezes por semana somam quase 9%, enquanto 10% viram atos violentos todos os dias. Mais: das cinco regiões do país, a Sudeste é a que apresenta maior frequência de maus tratos entre colegas, seguida por Centro-Oeste e Sul. Realizada pela ONG Plan Brasil, a pesquisa Bullying escolar no Brasil foi realizada entre os meses de outubro e dezembro de 2009 e envolveu 5.168 estudantes de 5as, 6as, 7as e 8as séries de 25 escolas públicas e particulares nas cinco regiões do país, além de professores, funcionários, diretores e coordenadores de escolas e pais de alunos.
O bullying, termo inglês que significa intimidação, compreende atitudes agressivas de todas as formas, praticadas de maneira intencional e repetitiva. Executadas em uma relação desigual de poder, ocorrem sem motivação aparente, causando dor e angústia na vítima. Embora tenha se tornado bastante recorrente na mídia a partir da década de 1990, o bullying não é um fenômeno novo. Na literatura, o escritor austríaco Robert Musil narrou esse tipo de maus tratos em O Jovem Törless, publicado em 1906. A vítima era Basini, aluno de um colégio interno flagrado ao roubar outro colega. Como forma de repreensão, dois estudantes decidem aplicar-lhe castigos humilhantes.
“O bullying sempre existiu, mas era tratado como uma forma de violência sem características próprias”, comenta a professora Luciene Tognetta, do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “O olhar da ciência se volta às peculiaridades do bullying que o tornam mais sério do que outras formas de violência: é repetido e a vítima tem força para suportá-lo”, completa. Segundo Cleo Fante, a gravidade do bullying e seu prejuízo eram considerados brincadeiras próprias da fase do amadurecimento do indivíduo. Essa interpretação foi desmistificada por estudos desenvolvidos pela Universidade de Bergen, na Noruega, durante a década de 80, que alertavam sobre a existência de um fenômeno velho e novo. O material também apontava que o bullying exigiria a atenção e a preocupação não só dos profissionais das escolas, mas dos pais e da sociedade como um todo.
A Escola de Inteligência vem de encontro com esta questão e apresenta novos caminhos para lidar com o bullying. Através do exercício onde cada aluno aprende a se colocar no lugar dos outros é dado o primeiro passo para o enfrentamento desta questão tão preocupante dentro da educação de nosso país.
Leia mais sobre esta reportagem em http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12916
David Cobb
26/10/2010
I agree with the post above and I will find more information from google.
vera Lucia Andrade
02/07/2010
Há mais de 2000 anos o amor foi implantado na Terra, mas como custa germinar nesta Terra tão árida. Façamos tudo o que estiver em nosso alcance para dubá-la e ver florecer este sentimento maior que existe em todo ser humano. Que Jesus nos abençõe. Nunca é demais repetí-lo.
vera Lucia Andrade
02/07/2010
Há mais de 2000 anos o amor foi implantado na Terra, mas como custa germinar nesta Terra tão árida. Façamos tudo o que estiver em nosso alcance para dubá-la e ver florecer este sentimento maior que existe em todo ser humano. Que Jesus nos abençõe.