A ditadura da beleza está influenciando também as crianças, e a Escola de Inteligência está preocupada com isso.
Publicado em 20/07/2010 por Gustavo Mattos em Nossa preocupação
O desenho abaixo foi recolhido nas atividades da Escola de Inteligência realizadas no Educandário Santo Antônio de Bebedouro.
Observe-o

O que ele representa pra você?
A primeira vista é apenas um desenho que não nos remete a nada.
Observe bem os detalhes, veja as informações escritas.
Ao pedir à educanda que me explicasse o desenho, obtive a seguinte resposta:
- Olha essa menina, ela chamou seu amigo de “cabelo duro”. Ela estava de chapinha e ele molhou o cabelo dela, ou seja, se ela usa chapinha é porque o cabelo dela também é duro.
Que reflexão podemos fazer a partir desse desenho?
Apesar de ser um desenho, é uma realidade. As crianças e adolescentes já estão influenciados pelos padrões de beleza impostos pela sociedade, tornando-as demasiadamente críticas em relação a sua aparência.
Ela muitas vezes se isola por esse motivo, se achando feia, se achando inferior às demais, outras vezes ela vai se “mascarar” e projetar no outro o que ela não gosta em si mesma.
É neste momento que a Escola de Inteligência entra em ação, não para repreender a criança ou o adolescente, mas para mostrar-lhe e fazer entender que o importante não é a aparência, mas sim o que ela é, sua essência. Ensinar que primeiramente nós devemos nos amar, para depois amar o outro e também ser amado.
Enquanto pais e educadores, qual é o nosso papel em relação a isso? O que temos feito para mudar esse cenário?
Sugestão de leituras:
A beleza está nos olhos de quem vê / Camila Cury / Ed.: Sextante
A ditadura da beleza e a revolução das mulheres / Augusto Cury / Ed.: Sextante
Fernanda Marcicano
24/07/2010
Como falar de beleza interior em um mundo repleto de pessoas que se preocupam com o que esta a sua volta?
Realmente as dificuldades pelas quais encontro no meio educacional é muito grande os jovens tem uma baixa auto estima que predomina e de fato se acham as pessoas mais diferentes da face da terra.
No entanto se nós educadores ajudassemos desde o ínicio isso seria bem diferente, como leciono tanto para crianças como adolescentes posso ver a diferença, assim como as crianças tem mais facilidade na aprendizagem, tem também maior compreensão de tudo que dialogamos, entre diversos assuntos o da verdadeira beleza e do verdadeiro amor pelo qual temos que ter conosco .
E para finalizar este comentário gostaria de frizar a formação profissional pela qual o ensino esta precisando, para que assim os educadores não deixem passar despercebidos as reais necessidades dos seus alunos e que contribuam com a formação de cada individuo.
Fernanda Matté
23/07/2010
É preciso uma revolução no modo de pensar e ver a vida. É imprescindível que os pais elogiem seus filhos por serem quem são, do modo que são, alertando-os e não condenando-os, para que não acreditem que são “menores” em função de aspectos exteriores. Necessário que amem seus filhos e ao amá-los, transmitam a beleza que jamais sai de moda: o respeito, a educação, a segurança em si próprios, a independência, a fé e a honra. As crianças precisam crescer com bases sólidas do que é realmente um padrão de beleza, o único que se sustenta com o passar dos anos e não depende de nada a não ser da alma para perpetuar-se. Aos educadores, segunda referência dessas crianças, eis o papel de reforçar ou iniciar a base da beleza real, uma vez que há famílias sem diálogo ou até mesmo responsáveis pela visão invertida do que é belo. O belo está nas diferenças, e, portanto, deve ser uma arte a ser trabahada em todos os seres humanos, por todos nós. Isso evitará o gasto de energia que poderia ser dispensada ao estudo, à evolução do mundo, ao desenvolvimento do universo, novas tecnologias, ao meio ambiente, eis que sem equilíbrio emocional, sem inteligência emocional, nada rende frutos. Insisto: o padrão do que é belo está no invisível. Att. Fernanda Matté
vera lucia andrade
23/07/2010
O importante nisto tudo é justamente chamar atenção aos responsáveis na educação dos pequeninos, estarem sempre presente na hora da TV, na hora das brincadeiras infantis ´pois é de pequenino que se educa, quanto antes melhor para que o preconceito não se instale, orientando-os .
Um forte abraço.